Baumgarten · Herder · Hölderlin
07 / EnsaioFilosofia

Baumgarten · Herder · Hölderlin

O pensamento estético-poético em Herder, Baumgarten e Hölderlin e sua influência no pensamento alemão

Do juízo sensível ao gosto: a fundação da estética

Hölderlin · Herder · Juízo sensível · Gosto

PARTE 12 LIVRO BAUMGARTEM

UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO

NOME: HIGOR NOGUEIRA SOUZA

CURSO: FILOSOFIA

MATRÍCULA: 8983190

ESTÉTICA. PROF. MARCO A. WERLE

O PENSAMENTO ESTÉTICO-POÉTICO EM HERDER, BAUMGARTEM E HOLDERIN E SUA INFLUÊNCIA NO PENSAMENTO ALEMÃO

Introdução:

O trabalho aqui apresentado tem como objetivo realizar uma pequena análise sobre o Filósofo Johann Gottfried Herder, enfatizando suas críticas a estética de Baumgartem, passando pelas influências e análise acerca do pensamento histórico de sua época e pela demonstração prática do pensamento estético por meio do poeta Holderin, concluindo com a forte influência da estética alemã na sociedade alemã nos séculos posteriores..

Palavras-chave: Hölderlin; Herder; juízo sensível, gosto.

NOME: HIGOR NOGUEIRA SOUZA

CURSO: FILOSOFIA

MATRÍCULA: 8983190

FILOSOFIA DA ARTE. PROF. OLIVER TOLLE

O PENSAMENTO ESTÉTICO-POÉTICO EM HERDER, BAUMGARTEM E O JOVEM HEGEL E SUA INFLUÊNCIA NO PENSAMENTO ALEMÃO

Introdução:

O trabalho aqui apresentado tem como objetivo realizar uma pequena análise sobre o pensamento estético alemão , passando pelas influências e análise acerca do pensamento histórico de sua época, concluindo com a forte influência da estética hegeliana na sociedade alemã nos séculos posteriores.

Palavras-chave: Hegel, Herder, juízo sensível, gosto.

SÃO PAULO

2018

HERDER INAUGURADOR DA CRÍTICA ESTÉTICA E SUA ANÁLISE EM BAUMGARTEM

Higor Nogueira Souza¹

2. A filosofia do iluminismo. pg 307

Johann Gottfried Von Herder um filósofo prussiano que obteve como traço marcante sua vigorosa tentativa de produzir e formular um conhecimento estético essencialmente alemão, produzindo assim um conhecimento que servisse à humanidade de forma realmente prática e utilitária. Herder sugeria ser muita arrogância acreditar que a felicidade da humanidade estaria no progresso e na razão, sempre tecendo duras críticas ironizando a forma linear, a virtude e a convicção do pensamento Iluminista preponderante em sua época. Em sua opinião, o que tornava cada sociedade e cultura singular e incomparável eram justamente os elementos que formavam sua identidade como: as condições de vida , a educação e o último e bastante importante para Herder como objeto de estudo, a língua. Fora Herder como descrito o primeiro a refutar os princípios estritamente racionalistas porque acreditou no valor do conhecimento específico. Reside no pensamento de Herder uma forte convicção de que a disciplina de estética - enquanto uma nova forma de teoria - necessita do auxílio de elementos oriundos da história da arte e da crítica de arte, de modo que o próprio artista ou poeta, em sua liberdade criativa possa alcançar expressão em suas próprias produções. E este é

H

¹ Estudante graduação em Filosofia-USP

precisamente um dos temas abordados por meio de seus textos chamados de Florestas críticas. A partir dessa concepção, que se desdobra desde o pré-romantismo com Herder e seu predecessor não menos importante Alexander Gottlieb Baumgarten, atravessa-se o pensamento romântico culminando no idealismo hegeliano, colocando justamente em evidência o papel da instância criativa e produtiva para a consolidação da estética como uma disciplina filosófica.

Em as ''Florestas críticas'' , escrito em 1769, termo este contido no título do livro que corre em oposição ao urbano, como sendo o lugar onde não imperaria uma simetria, e sim a confusão e o desordenado, o autor defende nesses textos que a poesia deve ser pensada essencialmente como força poética, manifestada no todo do poema por meio da linguagem para que de certa forma a alma humana seja atingida. Já que para Herder , o poeta tem que ser analisado como um todo e não apenas em suas especificidades. Em 1739 o filósofo alemão pioneiro do pensamento artístico - estético Alexander Gottlieb Baumgarten (1714 -- 1762) escreve sua Metaphysica em que se proponha uma visão mais abrangente da estética, definida então como teoria do conhecimento e da representação sensíveis, acrescentando conceitos como a arte e o belo. Baumgartem acrescenta ao âmbito estético elementos da fisiologia dos sentidos e da física experimental, deixando explícita sua fonte de inspiração em Aristóteles, para que se pudesse assim subdividir o conhecimento entre o sensível e o nível lógico. Assim é por meio deste sentimento do belo é que se denomina a sua estética. O conceito de beleza para Baumgartem em seu pensamento estético é o efeito cognitivo produzido pelas faculdades inferiores pertencentes aos sentidos. Baumgartem ressalta que a beleza surge somente quando o conhecimento sensível atinge o grau da perfeição sendo este exercício o próprio objetivo da estética '' O objetivo da estética é a perfeição do conhecimento sensível enquanto tal.'' Com isso quer dizer que existem maneiras de como devem ser utilizadas as faculdades inferiores para que se chegue a perfeição da beleza, dependendo de três principais critérios: 1. Adequação das representações entre si como uma unidade, 2. A ordem e 3. Adequação dos signos. Assim o conceito de belo de Baumgartem esta subordinado à uma teoria da representação que equivale ao seu resultado sensível, (obtido pelas faculdades inferiores) elevado a uma condição bastante abrangente uma vez que das faculdades inferiores como a fantasia, a criação e a habilidade linguística são capazes de produzir representações ilimitadas, já que são muitas as possibilidades de adequação entre tais representações e seus objetos e signos.

BAUMGARTEM POR HERDER E O CONCEITO DE BELEZA

Herder pretende frisar no pensamento de Baumgartem por meio de seus textos na quarta floresta crítica a de que ele poderia ter ido mais adiante no seu possível uso de distinção linguística, para que o filosofar da arte seguisse com princípios mais autônomos e próprios em vez de empregados a partir do latim ou o grego''

*''Entretanto, se encontrássemos um filósofo alemão que pudesse esquecer todo o emprego das escolas e toda a filosofia grega e romana e filosofasse em nossa língua. Por essa razão nasce a grande simetria segundo a qual Baumgarten também soube colocar conceitos semelhantes de um único modo, para que, sob suas mãos, se colocassem logo em certas ordenações que lhe eram corriqueiras''*² .

Apesar de Herder concordar com Baumgartem acerca do conceito de abrangência da estética, do homem como um todo, ideia esta tipicamente proveniente do pensamento alemão da época em que discorrer sobre a arte acaba sendo inevitavelmente um discurso totalizante. Herder vê com olhar crítico acerca dos escritos de Baumgartem deterem uma estética natural e outra artificial, que não parecem distinguir-se, mas que são:

''talvez essencialmente e inteiramente toda a estética, embora pressuponham uma a outra.'' criticando este sistema totalizante dos dois polos por meio deste embate entre a estética de Baumgartem que visa a resolução dessa confusão com a sua estética natural de defender que a confusão é bela.

O PENSAMENTO HEGELIANO ACERCA DA ESTÉTICA ATRAVES DA INFLUÊNCIA DO JOVEM HEGEL

Um aspecto importante para analisarmos o pensamento de Hegel sobre a estética de sua época convém analisarmos primeiramente seus escritos religiosos de sua juventude. Assim sendo, qual seria a importância da figura de Jesus na obra do jovem Hegel ? Seria ele apenas um ideal moral, Qual seria para ele a essência da Religião cristã ? No que diz respeito a sua obra de juventude podemos dizer que elas refletem muito bem a condição e os problemas enfrentados pelo cristianismo católico e protestante na Alemanha. Entre os temas abordados pelo jovem Hegel estão: A relação da religião com a moral e a política e o papel do Estado com relação à religião. Em a Vidas de Jesus Hegel nada mais fez do que apenas expressar a verdadeira face de Jesus, retirando assim elementos puramente mitológicos dos textos sagrados, mantendo apenas sua doutrina existencial. Importante destacar que apesar de tal crítica política à religião cristã de então, o jovem Hegel, mesmo influenciado pelo iluminismo, não assume uma postura contra a religião mas ao contrário, o que o impulsiona é uma inspiração profundamente cristã. Como veremos mais adiante, a crítica do cristianismo feita por Hegel deve-se a seu caráter positivo e, consequentemente despótico, que desviará a religião da liberdade de Jesus para uma religião positiva. Agora retomando o pensamento estético formulado por Hegel se torna importante frisar que tanto seus textos produzidos em sua juventude como o embate entre o pensamento estético acabará influenciando fortemente Hegel no século XIX.

Ele que ele posteriormente em seus escritos irá propor um pensamento conciliatório acerca no que havia então no pensamento estético que havia desde a sua juventude mas que ainda não tinha tomado posição, a dizer que a tarefa da estética será a de aceitar a contradição inerente entre ambos, ou seja, da estética artificial que visaria resolver a confusão entre o sensível e o intelectual demonstrando a forte influência que Baumgartem obtém da escola de Wolffe de sua filosofia metafísica e harmoniosa frente a estética natural defendida por Herder, propondo uma unificação do pensamento estético de seu tempo. Para Hegel a relação entre arte e natureza se encontra no chamado "pleroma", que significa um aperfeiçoamento, uma complementação de algo que supostamente está em falta.

A arte preenche a carência das coisas, ela transmite duração ao que na natureza só é finitude, transitoriedade. Hegel, futuro herdeiro do pensamento estético alemão em seus cursos de estética também procurou apresentar uma visão mais ampla, a saber da teoria, da história e da crítica de arte que se encontram-se na base da tríade concernente ao belo ou ao ideal como teoria, com as formas de arte simbólica, clássica e romântica pertencentes ao campo da história da arte e ao sistema das artes particulares como escultura, pintura, música e poesia assuntos da crítica de arte. A arte era para ele é um processo de infinitização do finito. Uma consideração inicial sobre a Estética hegeliana deve pressupor a ausência de um interesse investigativo sobre as diversas belezas inerentes às variadas manifestações artísticas, pois tamanha diversidade, na visão dele, impossibilitaria edificar uma ciência com validade universal, tal como realmente propõe-se a fazer. Nesse sentido, o fundamento da sua discussão sobre a Arte está irremediavelmente centralizado na ideia de belo como pensado por Baumgartem demonstrado anteriormente.

CONCLUSÃO

Em resumo os filósofos alemães Johann Gottfried Herder, Alexander Gottlieb e Georg Wilhelm Friedrich Hegel foram os precursores veiculadores e formuladores do pensamento estético cada um com sua devida importância em sua época vivida. O que procuramos frisar no decorrer da exposição do texto, dentre outros aspectos, é a maneira singular com que a estética alemã desenvolveu a sua filosofia, utilizando-se de um exame criterioso da estética a fim de buscar na sua própria fonte o verdadeiro sentido daquilo que fora deturpado pela vigência da lógica no contexto do pensamento ocidental. Este exercício filológico impulsionado pelo filósofos Herder e Baumgartem e Hegel acerca dos moldes estéticos recentemente moldados que se encontra o vigor do pensar originário estético alemão e toda sua dimensão artística.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

- HERDER. ESCRITOS SOBRE ESTÉTICA.

- CASSIRER, Ernest. A filosofia do Iluminismo. São Paulo: Ed. UNICAMP, 1997.

- HERDER, Johann Gottfried. Também uma filosofia da historia para formação da humanidade: uma contribuição a muitas contribuições do século. Lisboa: Ed.Antígona.1995

- ROSENFELD, Anatol. "Notas sobre Hyperion e Empédocles". In:___. Texto/ Contexto II. São Paulo: Perspectiva, 2000, 29-44.